Espero que todos gostem de lê-los assim como eu gostei de escrevê-los.
O Inseto Beija-Flor - Capítulo 1
Era uma vez, um pequeno pássaro de bico bem longo e penas coloridas, que se esforçava, batendo suas asinhas o mais rápido que podia, tentando impressionar sua mãe que, orgulhosa, assistia suas primeiras tentativas de vôo. Tanto ele como sua mãe possuíam uma plumagem bastante colorida, que se estendia por seus corpos em um degrade vistoso e, em certas partes como seus peitos, até reluzente. Sua cauda era dividida em duas compridas pontas em forma de tesoura, e suas assas eram capazes de se mover tão rápido que dificilmente alguém poderia acompanhar seu movimento. Esses miúdos e lindos pássaros pertenciam a uma nobre espécie entre as aves, eram chamados de Beija-Flores.
- Mamãe, olha pra mim! – gritou o pequeno beija-flor ao conseguir erguer-se acima do ninho - Eu estou voando!
- Muito bem, filho! – parabenizou a mãe – Mas agora desça e fique quietinho para que a mamãe vá buscar comida, tudo bem?
A simples menção da mãe sobre comida já fez com que o pequeno beija-flor sentisse o estomago roncar.
- Oba, comida!
A mãe então levantou vôo e saiu em busca de alimento, deixando o pequeno admirado com a facilidade com que batia suas asas e erguia-se no ar. Sozinho no ninho, o obstinado beija-flor decidiu fazer uma surpresa para sua mãe quando ela voltasse.
- Minha mãe não vai nem acreditar... Quando ela voltar, eu já estarei voando!
Bateu suas asinhas com toda sua força e, de repente, estava voando. Sentia-se alegre por ter conseguido de primeira e resolveu ousar ainda mais, afastando-se da beirada do ninho, mas quando contemplou a altura em que estava apavorou-se e, em desespero, tentou voltar. Bateu suas asas ainda mais rápido, mas, devido à sua pouca experiência, ainda não era capaz de se elevar no ar. Aos poucos foi se cansando e se desesperando ainda mais ao ver que ao perder altitude ficava cada vez mais abaixo do ninho e mais distante de conseguir retornar a ele. O cansaço era tanto que o pequeno beija-flor já não era capaz de se agüentar no ar, aos poucos suas asas foram parando e parando até que, já sem velocidade suficiente para mantê-lo em vôo, pararam de vez e ele caiu em direção ao rígido solo de terra vermelha em torno da árvore onde vivia.
- Onde estou? Quem sou eu? – perguntou-se o pequeno beija-flor ao abrir os olhos, ainda com a visão um pouco turva, após a longa queda e a forte pancada na cabeça.
Continua...
J.A.T. Junior.
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