quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Todo Mundo Já Sabe Jogar


Salve galera!
Me empolguei um pouco e compus uma musiquinha de Capoeira.
Provavelmente meus dotes como compositor ainda precisem ser lapidados, mas, sendo a primeira música, acho que tá valendo. 
Também tenho certeza que se voces pudessem ouvi-la ao som do Berimbau a sensação seria completamente diferente.


 
Todo Mundo Já Sabe Jogar

Ouço muito falar da Bahia
Mas Capoeira num tem só lá
Respeito São Salvador
Mas em São Paulo aprendi a gingar

Capoeira metropolitana
É a mesma da beira do mar
Do Oiapoque ao Chuí... Capoeiraa
O Brasil todo sabe jogar

Capoeiraa
O Brasil todo sabe jogar

Eu já vi Capoeira na favela
Eu já vi Capoeira burguês
Eu já vi Capoeira alemão
Eu já vi Capoeira japonês
Integrando as nações... Capoeiraa
Todo mundo já sabe jogar

Capoeiraa
Todo mundo já sabe jogar


J.A.T. Junior

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Reflexão Sobre O Admirável Mundo Novo

Oh Ford, como é possível alguém ter escrito um livro em 1932 que ainda hoje possa ser tão atual e, de certa forma, ter previsto muitos dos aspectos dessa nossa sociedade contemporânea?

São realmente incríveis as semelhanças entre a utópica sociedade descrita por Aldous Huxley em sua obra e o admirável mundo onde vivemos.

Obviamente, ainda não circulamos pela cidade em helicópteros e nem mesmo somos produzidos em série em um fábrica de embriões (mesmo que em certos níveis sociais pareça realmente existir uma produção em série), porém nossos veículos agregam cada vez mais tecnologia, ultrapassando até os limites da imaginação de Aldous, e o poder de manipulação exercido pela mídia em nosso contexto atual é em muito capaz de fabricar e moldar seres humanos.

Assim como as castas do admirável mundo novo, nossa sociedade é claramente dividida através de parâmetros diversos, que englobam não somente níveis sociais (dinheiro, grana, money, bufunfa), como também níveis de escolaridade, padrões comportamentais e outros, que hão de definir quem você é para a sociedade.

“Diga-me com quem andas que eu te direi que és”... Se você é um Alfa, deve se portar como um. E é aí que nosso poderoso sistema midiático entra, inserindo em nossas mentes de forma subjetiva e gradual, assim como a hipnopédia da obra, desde que somos crianças, aquilo que nos é exigido como integrantes de um grupo distinto.

Normalmente as pessoas tendem a se relacionar com seus semelhantes, possibilitando que todas as classes perpetuem. A grande diferença é que a utopia do admirável mundo novo permite que ninguém, pertencendo à casta que pertencer, sinta-se infeliz com sua realidade (e caso venha a se sentir, sempre existe o Soma), garantindo essa perpetuação de maneira natural, enquanto que nós ainda não alcançamos esse patamar e constantemente nos apresentamos frustrados com nossas condições (Infelizmente ainda não descobrimos uma droga eficiente e sem efeitos colaterais que possa afastar os descontentamentos). Para contornar esse problema nossa maquiavélica sociedade dispõe de um recurso que talvez seja o mais importante para o capitalismo que nos rege. A nós é permitido almejar e ascender dentro da sociedade.  

A sociedade de Huxley é totalmente voltada para o cosumismo, mas sempre determinado pela casta a que pertence o indivíduo (isso pode ser facilmente percebido através dos pertences distintos de cada um e até pelos jornais diferentes que cada casta tem acesso), enquanto que (como havia citado, para a felicidade do capitalismo), na nossa sociedade temos a liberdade e acesso ao consumo de qualquer coisa que desejarmos.

Logicamente que nem todos podem comprar um iate, não porque lhe seja proibido, mas sim por limitações financeiras. Ainda assim nosso articulado sistema oferece inúmeras possibilidades de crediários, carnês, financiamentos, empréstimos e sei lá quantas outras formas de se alcançar o que se deseja, e isso tudo gera, em nossas mentes consumistas e sedentas por se assemelhar as classes mais altas, uma agradável ilusão de estarmos cada vez mais próximos do glamour e do sucesso.

Digo que é uma ilusão baseando-me em uma opinião própria e que pode até ser um tanto extremista, mas o que percebo olhando para o mundo onde vivemos é que dificilmente alguém, de fato, alcança um nível superior. São poucas as pessoas que tem ímpeto suficiente para lutar contra todos os obstáculos que se impõe em seu caminho rumo ao sucesso, e essas que conseguem acabam se tornando verdadeiros ídolos e servindo ao propósito maior que é aumentar a ilusão daqueles que mesmo inconformados com sua situação continuam seguindo metódica e comodamente suas vidas normais, garantindo assim a perpetuação de sua classe social.

Como adepto desse regime, entendo e não posso deixar de concordar que cada uma dessas classes sociais é necessária para a sobrevivência das outras e por isso não existe realmente uma intenção em fazer com que a pobreza seja extinta.

Assim como as castas inferiores idealizadas por Aldous Huxley, os pobres são necessários em nossa sociedade para cumprir tarefas quais os mais bem afortunados não estão dispostos a exercer (os chamados sub-empregos).  Isso é facilmente percebido quando olhamos para os países desenvolvidos da Europa, uma sociedade basicamente aristocrática, e vemos trabalhadores, importados do terceiro mundo, felizes em poder executar essas funções, pois os lavadores de pratos, garçons, jardineiros e babás de lá podem ganhar até mais do que os profissionais graduados daqui.

Enfim, como infelizmente, apesar de muito mais acessível no contexto atual, o sexo ainda não foi totalmente banalizado como na obra de Huxley, para garantir que nosso sofrimento seja ameno, mesmo que ainda não tenhamos um cinema sensorial, podemos esquecer nossas diferenças para com a sociedade nos entretendo em frente às magníficas imagens que transbordam das telas dos mais modernos e inovadores cinemas 3D (que mais uma vez surgem para instigar nossa compulsão pelo consumo).


J.A.T. Junior.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Reflexão Sobre o Voto

Quem nunca recebeu aquele e-mail, que pipoca em tempos de eleição, dizendo pra anular os votos porque se 50% do eleitorado o fizer a eleição é anulada e todos os candidatos substituídos?

Anular o voto é um direito de cada um, é democrático, um exercício de cidadania. Mas antes de fazer isso, pare e pense!

Quando criança, tive professoras que diziam ser intenção dos governos que a população fosse cada vez menos culta e com isso pudessem ser mais facilmente manipulados. Hoje, mesmo tendo estudado, vejo que essa estratégia ainda dá bons resultados.

Aproximadamente 30% da população brasileira são de baixa renda e, consequentemente, menos culta e suscetível a um voto menos consciente. Enquanto que a parcela mais culta, estudada e realmente capaz de analisar um plano de governo ao invés de se impressionar com os floreios de um bom marketing de campanha, prefere anular seu voto e, mesmo acreditando que com isso exerce algum tipo de protesto, acaba deixando o futuro do país nas mãos de pessoas inocentemente influenciáveis.

Cá entre nós, você acredita mesmo que anular o voto funciona? Ou será que por trás disso há certa preguiça em conhecer mais a fundo os candidatos? Quem sabe uma omissão de responsabilidade?

Você de fato se empenhou em conhecer os candidatos antes de tomar a democrática decisão de anular seu voto e com isso afirmar que nenhum deles lhe serve para o cargo político a que se candidataram?

E se tudo desse certo e os candidatos realmente fossem substituídos? Quem ocuparia seus lugares? Será que seriam pessoas idôneas ou uma nova corja de salafrários?

Se os candidatos disponíveis, alguns já há muito tempo envolvidos com política, formados e experientes, não nos servem bem, por que uma nova remessa de candidatos totalmente desconhecidos nos serviria? Esperemos então que nossos pais se candidatem na segunda eleição!

Pode parecer difícil separar tempo da sua enlouquecedora rotina para analisar planos de governo e o passado de cada candidato, e realmente deve ser. Mas, na minha humilde opinião, anular o voto não é uma boa alternativa.

Creio sim que devemos escolher um entre os tantos candidatos pra cada cargo, alguém que você já conheça, que já tenha feito algum trabalho interessante ou que algum conhecido lhe tenha indicado, e parar para avaliá-lo. Sim, avaliar esse único candidato a cada cargo e decidir se ele merece ou não o seu voto, para então, tendo votado nele, poder acompanhar seu desempenho no cargo e decidir se numa reeleição ele ainda seria digno da sua confiança, exercendo assim sua responsabilidade para com o futuro da nação.

Alguém no fim das contas irá vencer. A hipotética anulação da eleição é praticamente improvável. Se lhe interessa realmente protestar contra os que, há muito tempo, ocupam as cadeiras do nosso governo, acompanhe então as propostas dos candidatos menos influentes, pois eles são a alternativa.

Numa total substituição de candidatos, seriam pessoas iguais aos antecessores aqueles que assumiriam seus lugares.



J.A.T. Junior

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Por que um blog?!

Bom, fui obrigado pelas circustâncias a criar um blog.
Justo eu, que um dia critiquei e abominei essa forma de comunicação, acabei por escrever um texto que queria muito divulgar, e como o limite de caracteres do "Quem sou eu" do Orkut não me permitiu a postagem integral do texto, aqui estou.

Pois é, os blogs se mostraram ferramentas importantes na divulgação de idéias, manifestações artisticas e exercício da liberdade de expreção. As opiniões mudam!

Blá, blá, blá... Qd eu estiver inspirado posto algum outro texto... Blá, blá, blá... Não esperem que eu vá escrever sobre minha vida pessoal aqui... Blá, blá, blá... Espero que gostem!

Reflexão Sobre o Frio

A maioria das pessoas que conheço diz que prefere o frio. Eu só não entendo como elas podem ter essa opinião.
Acredito sim, que essas pessoas devem ter sido muito bem manipuladas pela mídia a ponto de auto-sugerirem essa preferência e acreditarem que realmente a idéia partiu deles mesmos. (Trecho de opinião própria, censurado a pedidos de um amigo que gosta de frio e não se sente manipulado)

O frio pode parecer lindo, perfeito e até poético. A idéia de estar com a sua amada, em um chalé rústico, saboreando um belo fondue e bebendo um bom vinho em frente à lareira é, sem dúvida nenhuma, divina. Como eu disse antes, poético.

Mas é isso mesmo que você faz no frio?!

Não!!!

No frio você acorda cedinho pra trabalhar e sai amaldiçoando a tudo e a todos por ter de deixar o aconchego da sua cama pra cair no gélido ambiente exterior. Levantar-se no frio é a experiência mais indesejada de todas... Até que você perceba que isso é só o começo.

Se você conseguiu enfrentar com altivez a saída da cama, agora você tem que tirar a roupa e entrar no chuveiro. Tirar a roupa pode ser ruim por culpa do ar gélido da manhã, mas de forma alguma é pior que entrar debaixo daquela água que jamais esquenta. Pra ter o mínimo de aquecimento da água, você tem que deixar o chuveiro quase fechado, gotejando miseravelmente sobre a sua cabeça, mas isso pode ocasionar um problema ainda maior. A queda do (fucking) disjuntor (bem na hora que você está totalmente ensaboado).

A fúria já tomou conta do seu ser antes mesmo do café da manhã. Se o café foi agradável, você conseguiu recuperar motivação suficiente pra, ao invés de saltar pela janela, aquecer o motor e sair pro trabalho.

Se você tem um carro, apesar do trânsito infernal, você é um cara de sorte, pois pode ligar o ar e ouvir uma musiquinha durante esse tempo perdido. Mas se você depende do transporte público (Compre um MP3!!!) pode esperar por uma lata de sardinha, abarrotada até o teto e hermeticamente fechada (Não pode passar um ventinho sequer pelo vidro).

Se você, assim como eu, gosta do perigo, você deve ter uma moto. De todas as opções, no frio, essa é a pior.

A preparação para sair de moto dura pelo menos meia hora. O número exaustivo de blusas, capa de chuva, toca de ninja, luvas e galochas que você deve vestir antes de sequer montar sobre a magrela já faz você ponderar se realmente vale à pena ir pro trabalho ou se é melhor atestar insanidade. Se você optou pelo pior (trabalhar), espero que você não tenha renite. Toda aquela massa protetora ajuda no psicológico, mas não é suficiente pra conter o frio que ainda te faz tremer segurando o guidão. O vento traiçoeiro, que entra pelas frestas do capacete, congela seu rosto e fazem seu nariz ficar vermelho e escorrer (Se você tem renite é ainda pior... Cuidado pra não entrar na boca).

Parabéns, você completou essa jornada Homérica e chegou ao trabalho! Ao tirar as luvas você perceberá que seus dedos, já tesos, quase sem movimento, estavam à beira de uma amputação.

Dentro do escritório você se sente bem, não há o que reclamar a não ser do próprio trabalho (mas isso é tema pra outro estudo). O problema está na hora do almoço, que apesar de ser o melhor horário dentro das fatídicas oito horas de trabalho, também é a hora de sair do escritório e levar aquela lufada de ar frio que te pega se surpresa e faz seus ossos estalarem, enquanto seus dentes se chocam involuntariamente e em ritmo acelerado.

Pior que isso só aquela garoinha fina que te acompanha durante todo o caminho até o Bom Prato, dispensa guarda-chuva, mas te molha o suficiente pra que você se sinta gelado até o final da tarde.

O dia de trabalho termina e você agradece por finalmente poder voltar pra casa e se livrar desta tortura.

Na rua você repara numa bela garota (Ê lá em casa hein!), que debaixo de tanta roupa você não consegue distinguir se é gorda ou magra, mas o rosto é bonito, se não fosse pela pele branca como a de um boneco de neve e o nariz vermelho como o da rena do Papai Noel, seria perfeito.

Chegando em casa você é recebido por uma sopinha de ervilha que, admito, dá um charme ao frio. E então você vai dormir, conseqüentemente, sonhando que está soterrado, devido ao peso das cinco camadas de coberta que está sobre seu corpo, finalizando assim sua rotineira jornada, que há de se iniciar novamente pela manhã.

Sobrevivendo dois ou três dias nessas condições, você será visitado pela sua velha amiga, Dor no Corpo, que você não via desde o inverno passado, e presenteado com um belíssimo Resfriado, que há de tornar sua labuta ainda pior.

Por isso não consigo compreender alguém que prefere o frio ao calor.

O Sol, a praia, o mar, piscinas, cerveja gelada, mulher de roupas curtas... São tantas as possibilidades e oportunidades que acompanham o calor, que acho muito difícil não querer trocar os dias cinzentos e sem vida do inverno, pela paisagem colorida, de céu azul, árvores verdes, pássaros cantando, Sol raiando e enchendo de luz os vívidos dias de verão.

Que venha o verão!



PS: A praia no inverno até pode ser divertida se você for uma criança, pois o vento noroeste de julho é muito bom pra empinar pipa. =D
Mas vá de óculos de proteção, pois a areia que ele levanta não é brincadeira (Acredite, eu fiz o teste). =S



J.A.T. Junior.